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21 de Janeiro, 2016

Dmae POA supera meta em tratamento de esgoto

Dmae POA supera meta em tratamento de esgoto

Atualmente, a capital gaúcha está tratando 66% do esgoto produzido.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre (RS) fechou os números relativos ao tratamento de esgoto em 2015 e constatou que, mais do que superar a meta contratada (56%) com a gestão central da prefeitura, praticamente dobrou o volume de esgoto tratado no município na comparação com o final do ano anterior (2014). Atualmente, a capital gaúcha está tratando 66% do esgoto produzido.

“Ainda temos o desafio de acabar com as ligações do esgoto misto, ligadas ao pluvial, e facilitar de todas as formas as ligações de cada domicílio à rede coletora que temos instalada”, explica o diretor-geral do Dmae, Antônio Elisandro de Oliveira. A meta agora é chegar ao final de 2016 com 69% de tratamento do esgoto produzido. “No momento obtivemos um grande salto no índice, mas o crescimento percentual será mais lento nos próximos anos, pois já estamos utilizando a maior parte da capacidade instalada.” explica Oliveira.

Ao subir de 33%, no final de 2014, para 66% o índice de esgoto tratado em Porto Alegre em 2015, o Dmae evitou que chegassem ao Lago Guaíba mais 33 bilhões de litros de esgoto sem o tratamento adequado. E se for contabilizado esse ganho ambiental a partir da inauguração das obras do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), há cerca de dois anos, o Dmae desviou do Guaíba e tratou mais 50 bilhões de litros de esgoto.

Histórico - Ao inaugurar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Serraria, obra-símbolo do Pisa, em abril de 2014, a intenção do Dmae era ter consolidada a capacidade industrial para tratar até 80% do esgoto produzido pela população de Porto Alegre. Uma tratativa com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sobre a extensão da tubulação que devolve o esgoto tratado ao lago Guaíba, porém, adiou essa meta para o ano seguinte. Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado com a intermediação do Ministério Público (MP), a questão ficou resolvida e em 2015 a meta de ter a capacitada instalada de tratar 80% do esgoto produzido na cidade foi cumprida.

Antes da inauguração das obras do Pisa, até o início de 2014, Porto Alegre tinha capacidade industrial para tratar 27% do esgoto que produz e alcançava um índice de tratamento de esgoto de 18%. Mesmo com as obras do Pisa operando parcialmente em função do TAC, o Dmae já conseguiu fechar o ano de 2014 tratando 33% do esgoto produzido. E ao final de 2015, então com a capacidade de tratamento da ETE Serraria completamente instalada, o índice de tratamento do esgoto produzido de Porto Alegre saltou para 66%, dez pontos percentuais melhor do que a meta de 56% contratada com a equipe da gestão centralizada da prefeitura no início do ano.

Planejamento - A ETE Serraria foi projetada, considerando o crescimento populacional de Porto Alegre, para chegar ao tratamento pleno, de até 4,1 mil litros de esgoto por segundo, em 2028. E pelo Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), sancionado pelo prefeito José Fortunati em dezembro, o Dmae planeja atingir a universalização do tratamento de esgoto em Porto Alegre em 2035.

Fonte: Dmae Porto Alegre

Última modificação em Quinta, 21 Janeiro 2016 17:43